19 de setembro de 2014

Curitiba

Curitiba 
você me aflige 
feito fosse esfinge 
vem cheia de mistérios 
e enigmas que eu não decifro 
e então você me devora outra vez 
me enche os olhos de mudez 
engole tudo o que sou 
feito fosse esfinge 
você me aflige 
Curitiba

15 de setembro de 2014

Embalo da noite torta

teu cheiro
no meu travesseiro
já não tem mais

      e eu tô no meio fio
há tempo já não sorrio

eu canto poesia morta
e só quem me ouve
       é esta noite torta

(sob a janela do quarto
a cama dorme vazia...)

8 de setembro de 2014

O que você vê

existo
sou de carne e osso
    problemas e erros

o que você vê
   é resultado
de tudo que já vi

insisto
sou nós
desatados e amarrados
sou passado e presente
        e futuro incerto

o que você vê
   é resultado
de tudo que já vivi

3 de setembro de 2014

Ela me disse

ela pegou e me disse
tua poesia é uma chatice
você não sabe escrever
e tudo que vem de ti
                   me dói ler
 
      entristeci
mas respondi
da única forma que sabia
      rabisquei uma poesia
                e nela eu dizia
 
     nem vem, meu bem
o amor não lhe convém
 e a poesia é para quem o tem