5 de dezembro de 2012

4 de dezembro de 2012

Bella donna

a Gustavo Wisniewski

Tu, bela dama,
és a responsável
pelo súbito fervor
do meu coração:

é por ti que ele dispara
e é em ti qu'ele se ampara.

Tu, bela senhora,
de cintilante pele,
pele morena,
pele que me encanta:

e que nos meus sonhos canta:
e minhas desvirtudes espanta.

Tu, bela mulher,
és a culpada
do adocicado sabor
em meus lábios.

Eu tenho visões dalinianas de ti:
teu corpo, frágil fruta, me sorri.

Tu, bela moira,
és a que terminará
a linha que determina
minha dilatada vida:

com'um beijo Sem Retorno,
inflexível e sem adorno. 

XI

eu me diluo em ti
em doses homeopáticas
de mim mesmo